16 de março de 2012

TAMANDUÁ-MIRIM

O vídeo abaixo foi gravado durante a ronda dos guardas municipais Nielson Sampaio e Isabel Cristina Corpos, integrantes do Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) que atua no Parque Nacional da Tijuca. A dupla caminhava na Floresta da Tijuca quando foi surpreendida pela queda desse tranquilo tamanduá-mirim, que descansava no alto de uma árvore. "Achei que ele estivesse morto, mas quando vimos ele começar a se mexer, resolvemos gravar, até porque é um bicho difícil de se ver", comentou Sampaio. 


video


13 de março de 2012

MONITORIA AMBIENTAL DO PNT



Equipe da Monitoria ambiental do Parque Nacional da Tijuca realizou na manhã de hoje a manutenção das ferramentas que serão utilizadas na segunda etapa da pré-seleção de integrantes da Brigada ICMBio 2012, que ocorre na próxima sexta-feira. Depois de passar pelo Teste de Aptidão Física (TAF), onde o aspirante a brigadista tem de percorrer determinado trecho num limite máximo de tempo com uma bomba costal cheia d´água pesando aproximadamente 26 quilos, os “sobreviventes” agora realizam o Teste de Habilidade no Uso de Ferramentas Agrícolas (THUFA). Nesse momento, serão avaliadas a capacidade de manuseio de ferramentas agrícolas e a resistência física dos participantes, que, uma vez aprovados, deverão se deparar com situações de campo que exigem essas habilidades.

Dirlei Silva

Matheus Mattos (chefe de equipe)

Christiano Brandão

Joel "Mineiro"

Carlos Alberto Pereira

Álvaro Silva

Alberto Peterson


Fotos: Loscar

12 de março de 2012

85º MUTIRÃO DE VOLUNTÁRIOS DO PNT



Local
Ruínas do Mocke

Dia
17/03 (sábado)

Hora
9h30

Informações
O circuito das Ruínas do Mocke se inicia na Estrada da Vista Chinesa e termina na Estrada Córrego Alegre, na Gávea Pequena. Sua extensão é de cerce de 4.410m e o tempo de percurso é de aproximadamente 1 hora e 45 minutos. Trata-se de um circuito com baixo grau de dificuldade e que oferece atrações históricas como as ruínas da antiga fazenda de Van Mocke, produtor de café do século XIX, que abrigava um sistema de abastecimento de água do ano de 1876, com a presença de nove caixas d'água em represas onde ainda hoje é feita captação de água.

Charles Alexander Van Mocke (Mook), capitão-médico do exército holandês, chegou ao Rio de Janeiro em 1818. Foi dono de uma fazenda chamada Nassau, considerada o maior empreendimento cafeeiro do país, localizado no Vale da Gávea Pequena. Em sua propriedade havia extensas plantações com até 100 mil pés de café e 16 edificações, constituindo o mais completo estabelecimento agrícola na cidade do Rio de Janeiro.


Atividades
Poda e retirada de muitas árvores caídas ao início e final da trilha. Ajustes na entrada, que antes passava por dentro de uma propriedade e agora seguirá ao lado do muro. Limpeza de parte do circuito, além de algumas correções do traçado e poda.

Ponto de encontro
Praça Afonso Viseu no Alto da Boa Vista, na entrada do setor Floresta da Tijuca, às 9 horas.

Mais informações
voluntarios.pnt@gmail.com


::IMPORTANTE::
Trajar roupas que possam ser sujas ao longo da atividade, calçados fechados, bonés/chapéus, protetor solar e repelente, para os mais sensíveis.


Foto: Thiago Haussig


1 de março de 2012

SUBLIME 447




Sublime, nos diz o dicionário, é algo “elevado acima de todos; muito alto; excelso; grandioso, extraordinário, majestoso”. Sua acepção mais comum parece não fugir a esse conceito, tendo sido o termo objeto de estudo por parte de diversos filósofos e poetas ao longo da história. Inicialmente, surgiu como categoria fundada na Estética, esparramando-se pelo mundo e germinando renovadas interpretações de seu próprio núcleo-sensação. Se a Estética tem origem na faculdade do sentir (do grego aisthesis), nada mais consonante que o sublime seja fruto de um profundo sentimento, arrebatadora sensação que retém nossa atenção e se desdobra como síntese do encanto de um momento.


Diferentemente do que é belo, que julgamos de maneira assertiva, o sublime nos causa estranheza, perturbadora incapacidade de significação. É estranho porque sentimos e, muitas vezes, o sentir é da ordem da “desrazão”. Não que sejamos tolos ou inaptos a avaliar sentidos e proferir juízos, mas, sabemos, estamos a falar das coisas do coração. A partícula estranha do sublime foi, em tempos imemoriáveis, percebida pelo homem quando notou que tudo existia, sem com isso atingir uma compreensão desse existir.

O tempo passou e o discurso humano erigiu tratados, comentários, canções sobre o sublime. Afeiçoados, talvez hipnotizados por essa estranheza, passamos a olhar um mundo - e as criações do mundo - sob uma perspectiva subliminar, onde o que é inefável recebe o título de sublime. A despeito de verdades, ciências e observações, percebeu-se que estávamos de frente para algo em constante atividade, mutação, como o sol e a lua, naturalmente sublimes. E por isso mesmo eles nos distraem e atraem. Antes colocada à margem da cultura na célebre dicotomia cultura/natura, a natureza seguiu instaurando e exigindo o fim dessa cisão. Afinal, somos com,em e na natureza.

Como, então, avistar do mar o recorte verdejante e montanhoso da paisagem carioca sem ser impelido a desvelar cada grotão, cada encosta, cada fonte de água límpida desse recanto? Era inevitável que achassem se tratar de uma Eldorado. E, uma vez em contato com seu conteúdo, não haveriam de retornar à distância segura onde a forma se apresenta em plenitude? É de longe que podemos admirar o todo, mas é de perto que percebemos os detalhes. É de perto que vivenciamos a dureza e a beleza da labuta, o dia-a-dia, mas é de longe que contemplamos desencontros e harmonias.

Por analogia, o Rio é sublime, pois o movimento que engendra essa dinâmica de afastamento e aproximação se revela no cotidiano carioca. Cada esquina citadina avistada do Corcovado ganha novos contrastes e contornos quando as percorremos diariamente, passeando ou do trabalho retornando. O mosaico de pedras portuguesas na orla de Copacabana, quando o observado do alto do Pão-de-Açúcar, ganha nova dimensão. A alegria contagiante do folião que aguarda a brincadeira anual faz coro com o mar de gente que prossegue cantando pelas ruas e avenidas da Cidade Maravilhosa quando chega o carnaval. De perto um grão de areia, de longe uma senda litorânea de encher os olhos dos mais exigentes viajantes.

O Rio é verde, é azul, é toda cor. O Rio é mistura de sentimentos, de realidades, de versos de amor. O Rio é verbo do qual dispõem muitos sujeitos no agora. Sujeitos a encantos e prazeres, eu, tu, ele, todos nós rimos juntos ou em breve reflexão descobrimos: “eu RIO a toda hora”. E replica em conjunto uma nação: “Eu amo o Rio”, “Eu-amo-o-Rio”... “Eu amo e Rio”...    

Parabéns ao Rio de Janeiro pelos 447 anos de vida!


por Loscar


Foto: Marco Terranova

28 de fevereiro de 2012

RESULTADO: MUTIRÃO NAS CACHOEIRAS DO HORTO


Dia marcado por muito sol, calor, disposição e alegria em trabalhar em prol da natureza. Reunidos no portal da estrada da Vista Chinesa os 56 voluntários, divididos em três grupos, seguiram para as cachoeiras do Primatas, Gruta e Quebra/Box. A primeira teve como principal atividade a manutenção de trilhas, com colocação de degraus que facilitam a visitação e diminuem a erosão, além da colocação de placas informativas sobre os riscos de acidentes em trechos que necessitam de maior atenção. Enquanto isso, na cachoeira da Gruta, foram feitas a coleta de lixo e a retirada de mudas de jaqueiras, totalizando mais de 700 indivíduos. Na cachoeira do Quebra/Box, por sua vez, os voluntários e os monitores do Parque, fecharam atalhos, instalaram placas indicativas, colocaram uma nova corrente-guia para dar mais segurança na passagem para a segunda cachoeira e também fizeram correções no traçado, visando também a segurança.

Agradecimentos a todos os voluntários e parceiros.





APOIO



Fotos: Marlene